Sua empresa paga um valor baixo pelo kWh no Horário Fora de Ponta (HFP) e um valor alto no Horário de Ponta (HP)? Com um sistema BESS (baterias de armazenamento), é possível deslocar consumo para o horário barato, reduzir a demanda contratada e diminuir a conta de energia — com payback médio de 48 meses.
BESS é a sigla para Battery Energy Storage System, ou sistema de armazenamento de energia em baterias. Diferente de um gerador, o BESS não produz energia — ele armazena energia elétrica em momentos estratégicos e a devolve quando ela tem mais valor para a operação: seja para cortar um pico de demanda, seja para evitar comprar energia da rede na hora mais cara do dia. Para unidades consumidoras do Grupo A (média e alta tensão, com tarifa binômia de energia e demanda), o BESS é uma das ferramentas mais diretas de redução de custo de energia disponíveis hoje, ao lado da energia solar.
Consumidores do Grupo A são cobrados por uma tarifa binômia: pagam por energia consumida (kWh) e por demanda de potência contratada (kW), com valores diferentes conforme o horário:
Empresas com operação concentrada fora do HP já se beneficiam dessa estrutura. Mas a maioria das indústrias, shoppings, condomínios comerciais e prestadores de serviço não conseguem simplesmente "desligar" a operação no Horário de Ponta — e é aí que o BESS entra: ele desloca o consumo para você, sem mudar a rotina da empresa.
Peak shaving (redução de pico) é o uso da energia armazenada na bateria para complementar os momentos de maior consumo instantâneo da unidade, evitando que a demanda puxada da rede ultrapasse o valor contratado. Isso é relevante porque:
Na prática, o BESS monitora o consumo em tempo real e injeta energia armazenada exatamente quando a demanda se aproxima do limite contratado, "aparando" o pico antes que ele gere custo extra.
Load shift (deslocamento de carga) é a estratégia de carregar a bateria durante o Horário Fora de Ponta — quando o kWh é mais barato — e descarregá-la durante o Horário de Ponta, evitando comprar energia da rede justamente na janela mais cara do dia. É uma forma de arbitragem tarifária: a empresa continua operando normalmente durante o HP, mas a energia que ela usa nesse período vem da bateria, carregada horas antes a um custo bem menor.
Quando a empresa também tem energia solar, o load shift fica ainda mais eficiente: em vez de carregar a bateria da rede no HFP, ela é carregada com o excedente solar gerado ao longo do dia — energia que, sem o BESS, seria injetada na rede e convertida em créditos de menor valor. Com a bateria, esse excedente é usado diretamente na própria empresa, no horário mais caro.
A combinação de energia solar fotovoltaica com BESS é onde consumidores do Grupo A extraem o maior retorno. A geração solar reduz o consumo de energia da rede durante o dia; o BESS armazena o excedente e o disponibiliza no Horário de Ponta, quando a energia da rede seria mais cara e (em muitos casos) o sol já não está gerando. O resultado é um sistema que ataca as duas frentes da tarifa binômia: menos energia comprada da rede (kWh) e menos demanda de pico puxada da rede (kW). Veja também nossa página sobre energia solar para empresas e indústrias e sobre sistemas híbridos com bateria.
Para projetos de BESS dimensionados para consumidores do Grupo A, o payback médio observado gira em torno de 48 meses (4 anos), somando três fontes de retorno:
Esse prazo é uma média — o retorno real depende do perfil de consumo da empresa, da curva de carga ao longo do dia, da demanda contratada atual, do histórico de multas por ultrapassagem e da existência ou não de geração solar. Por isso, o dimensionamento do BESS é sempre feito a partir da análise da fatura de energia real da empresa, não de estimativas genéricas.
Processos com pico de demanda concentrado e operação que se estende pelo Horário de Ponta.
Alto consumo simultâneo de climatização e iluminação exatamente no fim da tarde, dentro do HP.
Demanda compartilhada entre várias unidades, onde picos pontuais geram multa para o condomínio todo.
Além da economia, o BESS funciona como backup para cargas críticas em caso de falta de energia.
Irrigação e processamento noturno, com consumo concentrado fora do horário comercial e picos de demanda por bombeamento.
Continuidade de energia combinada com economia tarifária — o BESS trabalha todos os dias, não só na emergência.
O dimensionamento de um sistema BESS para o Grupo A começa pela análise da curva de carga e da fatura de energia da unidade — horários de pico, demanda contratada, histórico de multas por ultrapassagem e consumo por posto tarifário (HP x HFP). A partir disso, engenheiro eletricista define a capacidade de armazenamento (kWh) e a potência de descarga (kW) necessárias, com projeto e ART, para garantir o retorno financeiro projetado e a segurança da instalação.
Envie sua fatura de energia (Grupo A) e a Solar 4.0 faz uma análise de peak shaving, load shift e payback estimado — combinado ou não com energia solar. Revenda Referência Intelbras, desde 2020, com mais de 300 instalações em Belo Horizonte e região.
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