SERVIÇOS COM DRONE

DRONES SÃO A FERRAMENTA DA VEZ EM PROJETOS DE ENERGIA SOLAR

Os drones representam uma ferramenta moderna que está conquistando as empresas do setor de energia em todos os continentes.

Além da parte de inspeção das placas solares, o drone também está sendo utilizado no momento que antecede a instalação (visita técnica), pois otimiza todo o processo de análise do cenário real para avaliar se o dimensionamento do sistema foi realizado de forma adequada e se a instalação dos equipamentos se dará de forma segura.

No método tradicional, o profissional responsável teria que subir no telhado e coletar várias informações necessárias para o correto dimensionamento do sistema fotovoltaico. Um serviço que talvez durasse uma ou duas horas, é realizado em cerca de 10 ou 20 minutos com a utilização do drone, sem contar que o risco de acidente também é minimizado.

Em usinas solares, a utilização dos drones possibilita analisar os módulos por termografia e apontam defeitos de funcionamento nas células fotovoltaicas e demais equipamentos.

QUAIS SÃO OS MERCADOS E AS APLICAÇÕES MAIS INTERESSANTES DOS DRONES?

Energia

  • Inspeções;
  • Linhas de Transmissão;
  • Torres de Transmissão;
  • Pás de Usinas Eólicas;
  • Módulos Fotovoltaicos;
  • Transposição de Cabos;
  • Marketing.

CONSTRUÇÃO

  • Topografia de Terrenos;
  • Avaliação de Áreas de Difícil Acesso ou Perigosas;
  • Avaliação de Ativos Imobiliários;
  • Acompanhamento de Obras;
  • Identificação de Riscos de Acidentes de Trabalho;
  • Inspeções (Fachadas, Coberturas/Telhados, Pontes e Viadutos, etc);
  • Levantamento e Medições de Áreas;
  • Marketing.

MINERAÇÃO

  • Topografia de Minas;
  • Cálculo de Estoque;
  • Evolução de Minas (Progressão de Frente de Lavras);
  • Avaliação de Áreas de Difícil Acesso ou Perigosas;
  • Identificação de Riscos de Segurança do Trabalho;
  • Mapeamento de Ativos e Frota Móvel.
  •  

AGRICULTURA

  • Topografia de Terrenos e Fazendas;
  • Mapeamento e Monitoramento de Lavouras;
  • Pulverização de Lavouras.

FOTOGRAFIAS E FILMAGENS AÉREAS

  • Casamentos;
  • Eventos em geral;
  • Mercado Imobiliário;
  • Segurança Pública e Privada;
  • Perseguições.

O QUE É TERMOGRAFIA?

Termografia infravermelha é uma técnica de testes não destrutivos usada para determinar a temperatura superficial de objetos. No seu funcionamento uma câmera com sensores térmicos (termovisor ou câmera infravermelha) coleta a radiação infravermelha emitida pela superfície, às convertem em sinais elétricos que, por fim, possibilita a criação de uma imagem térmica através de pontos (pixels) que mostram a distribuição superficial da temperatura do corpo através de imagem visual detalhada em um perfil de temperaturas (termograma) (BRIQUE,2016).

  • Termografia não atravessa objetos, apenas capta a radiação emitida por eles;
  • Pode ser utilizada sempre que há visão direta do objeto em estudo;
  • Também pode ser utilizada quando se notam os efeitos da variação de temperatura do objeto em estudo, de forma indireta, exemplo, um cabo em alta temperatura dentro de uma parede e a parede esquenta mais que o ambiente;
  • É muito mais difícil identificar as causas do problema por termografia que por uma imagem RGB, pois não estamos acostumados a enxergar neste espectro da luz;
  • Não devemos utilizar um termovisor descalibrado;
  • Pode ser utilizado no escuro absoluto (sem luz visível);
  • Não pode ser utilizado em usinas fotovoltaicas à noite, pois não geram energia e os problemas não aparecem.
  • O termovisor manual não mede corretamente radiações refletidas com ângulo superior ou próximo de 70°;
  • A medição é falha, pois somente uma parte da radiação entra no sensor (microbolômetro);
  • Não apresenta os defeitos reais;
  • Pode gerar perdas na operação;
  • O operador em terra jamais irá medir 100% da usina fotovoltaica GC, o que garante uma perda na captura de dados.

Elevações de temperatura pontuais em módulos fotovoltaicos são em geral indícios de danos ou defeitos de fabricação. Ocorrências desse tipo devem ser detectadas no início da operação da usina, na etapa de comissionamento a quente (quando a usina ou parte dela é colocada em operação ainda na fase de testes) e também em ações de operação e manutenção que devem ser realizadas periodicamente ao longo da vida útil do sistema.

Na inspeção visual, estamos buscando por:

  • Sujeira;
  • Detritos;
  • Sombra (vegetação irregular também);
  • Placas quebradas.


Mato encobrindo as placas geram sombras que reduzem a produção da usina. Qualquer fator de geração de sombra, inclusive sujeira, reduz a produção. Animais mortos, dejetos e poeira também são fatores de redução da produção, além da óbvia quebra das placas.

Na inspeção termográfica, procuramos apenas pontos quentes, nada mais. Neste tipo de inspeção, via de regra, a causa do problema é desconhecida e outros dados precisam ser colhidos para que a causa seja avaliada, entre elas:

  • Medições elétricas;
  • Imagens RGB;
  • Outras análises.
  • Sombreamento das células fotovoltaicas;
  • Células quebradas ou fissuradas durante o transporte ou a instalação;
  • Vidros quebrados durante o processo de corte da vegetação ou durante a limpeza;
  • Descolamento de células por falha na laminação (processo de fabricação);
  • A penetração de humidade causada geralmente por defeitos na folha plástica traseira (backsheet) do módulo;
  • Defeitos nas conexões elétricas e defeitos nos diodos da caixa de junção.


A presença de anomalias térmicas percebidas na forma de pontos quentes (hotspots) pode indicar a existência de um desses defeitos citados acima. A identificação de módulos defeituosos é importante para evitar problemas no desempenho e na segurança das usinas.

Módulos com células muito quentes podem tornar-se focos de incêndio. Mesmo nas situações que não evoluem para casos de incêndio, os defeitos ocasionam a redução do desempenho e limitam a vida útil do sistema.

PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS E RESULTADOS