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Custos e regras · 2026

Taxa da CEMIG para quem tem energia solar em 2026

Resumo rápido: quem tem energia solar em Minas Gerais paga, no mínimo, a taxa de disponibilidade: 30 kWh/mês (monofásico), 50 kWh (bifásico) ou 100 kWh (trifásico) — cerca de R$ 35, R$ 58 e R$ 115, respectivamente. Desde a Lei 14.300, incide também uma fração progressiva do Fio B sobre a energia compensada: 60% em 2026. Mesmo assim, a economia continua alta, com retorno rápido do investimento.

Uma das perguntas mais frequentes de quem pensa em instalar energia solar em Minas Gerais é: "se eu gerar minha própria energia, ainda vou pagar alguma coisa para a CEMIG?" A resposta é sim — e entender exatamente o que se paga é o que separa uma expectativa realista de uma decepção.

Sim, sempre existe uma cobrança mínima

Mesmo gerando 100% da energia que consome, você continua conectado à rede da CEMIG — e a rede tem um custo de manutenção. Por isso, todo consumidor com energia solar paga, no mínimo, a taxa de disponibilidade, também chamada de custo de disponibilidade.

O valor depende do tipo de ligação do imóvel:

  • Monofásico: equivalente a 30 kWh por mês
  • Bifásico: equivalente a 50 kWh por mês
  • Trifásico: equivalente a 100 kWh por mês

Na prática, considerando a tarifa da CEMIG na casa de R$ 1,15 por kWh (com impostos), isso significa algo em torno de R$ 35 para monofásico, R$ 58 para bifásico e R$ 115 para trifásico — por mês, independentemente de você gerar toda a sua energia.

Esse é o piso da conta. Ninguém conectado à rede paga zero.

A Lei 14.300 e a taxação do "Fio B"

Além da taxa de disponibilidade, existe outra cobrança que passou a valer com a Lei 14.300, sancionada em 2022 — o chamado Fio B.

Antes de entrar nos números, vale entender o mecanismo de compensação que a taxa afeta: explicamos em como funcionam os créditos de energia da CEMIG.

O Fio B é a parcela da tarifa que remunera o uso da infraestrutura de distribuição: os postes, cabos e transformadores que levam energia até a sua casa. Antes da lei, quem tinha energia solar era isento dessa cobrança sobre a energia compensada. Depois dela, passou a pagar uma fração progressiva.

O cronograma de cobrança sobre a energia compensada funciona assim:

  • 2023: 15% do Fio B
  • 2024: 30%
  • 2025: 45%
  • 2026: 60%
  • 2027: 75%
  • 2028: 90%
  • A partir de 2029: regra definitiva, ainda a ser regulamentada

Importante: o Fio B incide apenas sobre a energia que você injeta na rede e depois compensa — não sobre a energia que você gera e consome na hora. Esse é um detalhe que muda o cálculo.

Quanto isso pesa na prática?

O Fio B representa uma fatia relativamente pequena da tarifa total — geralmente em torno de 25% a 30% do valor do kWh. Aplicando o percentual de cobrança do ano, o impacto real fica bem menor do que muita gente imagina.

Um exemplo simplificado: numa conta cuja compensação seria de R$ 500 em créditos, o Fio B em 2026 (60%) representaria algo na faixa de R$ 70 a R$ 90 — não os R$ 500 inteiros. A economia continua existindo, apenas ficou um pouco menor do que era antes de 2023.

É por isso que a energia solar continua compensando em Minas Gerais mesmo depois da Lei 14.300: a economia caiu, mas segue expressiva — e o payback continua rápido para a maioria dos projetos residenciais.

Quem instalou antes de 2023 tem direito adquirido

Um ponto importante da Lei 14.300: os sistemas que solicitaram a conexão até 6 de janeiro de 2023 ficaram protegidos pela regra antiga até 2045. Ou seja, continuam isentos do Fio B sobre a energia compensada.

Quem instala hoje entra na regra nova, com o cronograma progressivo. Isso não inviabiliza o investimento — apenas torna o cálculo um pouco diferente do que era há alguns anos.

O que NÃO muda com a taxa

Vale separar o que a taxa afeta do que ela não afeta:

  • Os créditos continuam existindo e têm validade de 60 meses
  • A compensação continua acontecendo — a energia injetada abate o consumo
  • A economia continua alta — a maioria dos sistemas ainda reduz de forma significativa a conta
  • O payback continua atrativo — rápido na maior parte dos casos em MG

Como reduzir o impacto da taxa

Existe uma estratégia simples e eficaz: consumir a energia no momento em que ela é gerada. Como o Fio B incide apenas sobre a energia injetada e compensada depois, tudo que você usa durante o dia — enquanto os painéis produzem — não sofre essa cobrança.

Na prática, isso significa programar máquina de lavar, bomba de piscina, ar-condicionado e outros equipamentos de maior consumo para o período diurno. Em imóveis com consumo predominantemente noturno, a bateria também pode ser uma alternativa a considerar.

Conclusão

Sim, quem tem energia solar em Minas Gerais paga taxa: a de disponibilidade (30, 50 ou 100 kWh, conforme o padrão de ligação) e, desde a Lei 14.300, uma fração progressiva do Fio B sobre a energia compensada.

Mas o ponto central é este: essas cobranças não anulam a economia. Elas reduzem uma parcela dela. A energia solar segue sendo um dos investimentos com melhor retorno disponível — e, com a tarifa da CEMIG subindo ano após ano, o valor de gerar a própria energia só tende a aumentar. Veja em detalhes quanto custa o kWh da CEMIG em 2026 e como funciona o reajuste anual.

Perguntas frequentes

Qual a taxa da CEMIG para quem tem energia solar?

Todo consumidor conectado à rede paga a taxa de disponibilidade, mesmo gerando 100% da própria energia: 30 kWh/mês para ligação monofásica, 50 kWh para bifásica e 100 kWh para trifásica. Com a tarifa em torno de R$ 1,15/kWh, isso equivale aproximadamente a R$ 35, R$ 58 e R$ 115 por mês, respectivamente. Além disso, desde a Lei 14.300, incide uma fração progressiva do Fio B sobre a energia compensada — 60% em 2026.

O que é o Fio B na conta de luz?

O Fio B é a parcela da tarifa que remunera o uso da infraestrutura de distribuição — postes, cabos e transformadores. Com a Lei 14.300, quem tem energia solar passou a pagar uma fração progressiva desse componente sobre a energia que injeta na rede e compensa depois: 15% em 2023, 30% em 2024, 45% em 2025, 60% em 2026, chegando a 90% em 2028.

Mesmo com a taxa, energia solar ainda vale a pena em MG?

Sim. O Fio B representa cerca de 25% a 30% da tarifa, e apenas uma fração dele é cobrada. Na prática, a economia caiu em relação ao período anterior a 2023, mas continua alta — a maioria dos sistemas ainda reduz de forma significativa a conta, com retorno rápido do investimento em Minas Gerais.

Quem instalou energia solar antes de 2023 paga o Fio B?

Não. Os sistemas que solicitaram conexão até 6 de janeiro de 2023 ficaram protegidos pela regra antiga até 2045 e seguem isentos do Fio B sobre a energia compensada. Quem instala a partir dessa data entra no cronograma progressivo da Lei 14.300.

Como reduzir o impacto da taxa do Fio B?

Consumindo a energia no momento em que ela é gerada. O Fio B incide apenas sobre a energia injetada na rede e compensada depois — o que você usa durante o dia, enquanto os painéis produzem, não sofre essa cobrança. Programar equipamentos de maior consumo (máquina de lavar, bomba de piscina, ar-condicionado) para o período diurno reduz o impacto.

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